

Programa Político do MTD
12 Eixos para a Reconstrução Popular
Cada eixo representa um compromisso inegociável com a justiça social, moradia digna, trabalho com direitos e a soberania nacional. Conheça as propostas que nascem da periferia e das ocupações.
Soberania
Trabalho
Direito de trabalhar, Trabalhar com Direitos
Quem trabalha precisa ter renda, proteção e oportunidades. O Estado deve apoiar quem produz riqueza nos bairros, nas comunidades e na economia popular.
Defendemos:
• Criar Pontos Populares de Trabalho, oferecendo espaços, equipamentos, formação e renda para fortalecer cooperativas e empreendimentos da Economia Popular Solidária.
• Criar um Programa Nacional de Agentes Populares da Cidadania Solidária para atuar em emergências climáticas, cozinhas solidárias, cuidados e reconstrução dos territórios.
• Ampliar crédito, microcrédito e apoio à Economia Popular Solidária, fortalecendo cooperativas, bancos comunitários e centros públicos de economia solidária.
• Garantir remuneração básica para quem trabalha em projetos vinculados às cozinhas solidárias, pontos de cultura, coletivos de comunicação popular e organização/mobilização social em habitação de interesse social.


Saúde
Direito de cuidar e ser cuidado
O SUS é patrimônio do povo.
Defendemos:
• Fortalecer a Atenção Primária e as equipes de Saúde da Família.
• Criar uma Política Nacional permanente de Agentes de Educação Popular em Saúde.
• Ampliar a saúde mental e fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial.
• Defender o SUS público, com mais financiamento e participação popular.


Soberania Alimentar
Direito de comer bem e produzir comida de verdade
Toda pessoa tem direito a uma alimentação saudável, acessível e livre da fome. A produção e o abastecimento de alimentos devem estar a serviço da vida, fortalecendo quem produz, aproximando o campo e a cidade e garantindo comida de verdade para todas e todos.
Defendemos:
• Fortalecer a agroecologia, a agricultura familiar, a reforma agrária e a agricultura urbana e periurbana, com acesso à terra, água, crédito, assistência técnica, sementes, equipamentos e tecnologias sociais para ampliar a produção de alimentos saudáveis.
• Ampliar as políticas de abastecimento popular, fortalecendo feiras livres e agroecológicas, mercados populares, compras públicas e circuitos curtos de comercialização, garantindo alimentos de qualidade a preços justos nas periferias.
• Transformar as cozinhas populares e solidárias em política pública permanente, assegurando financiamento, expansão e integração às políticas de segurança alimentar, geração de trabalho, formação e organização comunitária.
• Fortalecer os programas públicos de segurança alimentar, como o PAA, o PNAE, os Restaurantes Populares, os Bancos de Alimentos e outras políticas de abastecimento, articulando-os com a produção da agricultura familiar, urbana e da economia popular.


Mobilidade
Direito de se movimentar
Transporte público não pode ser um privilégio.
Defendemos:
• Implantar o Sistema Único de Mobilidade com Tarifa Zero, começando por estudantes, desempregados e beneficiários de programas sociais.
• Priorizar transporte coletivo, ciclovias, calçadas acessíveis e eletrificação das frotas.
• Garantir transparência na gestão do transporte e ampliar a participação popular.


Educação
Direito de estudar
Educação pública é investimento no futuro.
Defendemos:
• Educação pública, gratuita e de qualidade em todos os níveis.
• Ampliação das creches públicas em tempo integral.
• Combate ao analfabetismo e fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos.
• Cumprimento integral do Plano Nacional de Educação.


Moradia
Direito de morar! Morar com Direitos!
Ninguém pode viver sob ameaça de despejo ou sem acesso à moradia digna.
Defendemos:
• Prioridade para famílias ameaçadas de despejo nos programas habitacionais.
• Fortalecimento da produção de moradia realizada pelos movimentos populares.
• Destinação de imóveis públicos para habitação popular.
• Criação de uma Ouvidoria Nacional para prevenir despejos e mediar conflitos fundiários.
• Aprovação da PEC da Moradia Digna (PEC 285/2008), que estabelece destinação mínima aos Fundos de Habitação de Interesse Social.
• Reduzir ao máximo os deslocamentos involuntários, tornar obrigatório o acompanhamento social das famílias atingidas e preservar, no reassentamento, os vínculos comunitários.
• Nos casos em que as remoções forem indispensáveis, garantia: 1) de bolsa aluguel temporária, até a solução definitiva; 2) de bolsa-comércio para compensar financeiramente paralisação de atividades na economia popular; 3) de auxílio-mudança, envolvendo apoio financeiro ou logístico; 4) de auxílio financeiro emergencial de curta duração.
• Em casos de remoção, assegurar: i) indenização, quando esta for a alternativa escolhida pela família, contemplando valor das edificações e demais benfeitorias, bem como o valor econômico da posse do terreno; ii) auxílio financeiro suficiente para aquisição de imóveis residenciais no modelo de compra assistida; iii) construção de unidades para reassentamento, com diversidade de tipologias e tamanho de unidades.
• Criação de bancos de imóveis públicos para programas de locação social (Biplos), para o atendimento temporário ou contínuo da população de baixa renda, por meio da locação, a preços acessíveis, priorizando imóveis já construídos, públicos ou privados. Construir a regulamentação desses programas de maneira democrática, assegurando a participação dos movimentos populares.
• Desburocratizar e simplificar o acesso a programas habitacionais voltados à autogestão, como o PMCMV, Entidades, e garantir assessoria técnica a movimentos para que consigam acessar os programas.
• Aprovar o Projeto de Lei 4818/24, que cria o Fundo Federal Garantidor Contra Inadimplência Condominial (FFGIC) para o Programa Minha Casa, Minha Vida.


Mulheres
Mulheres vivas, livres e com Direitos!
A vida das mulheres deve estar no centro das políticas públicas.
Defendemos:
• Implementar o Pacto Nacional pela Vida das Mulheres.
• Fortalecer a Política Nacional de Cuidados.
• Ampliar casas de acolhimento para mulheres em situação de violência.
• Garantir emprego, renda e autonomia econômica para as mulheres.


Cultura
Direito de produzir cultura
A cultura transforma os territórios e fortalece o povo.
Defendemos:
• Regularizar e fortalecer espaços culturais populares.
• Garantir recursos diretos aos Pontos e Pontões de Cultura.
• Valorizar e remunerar trabalhadores da cultura.
• Integrar cultura e Economia Popular Solidária.


Justiça Climática
Defender a natureza é defender a vida
A crise climática atinge primeiro quem vive nas periferias.
Defendemos:
• Defender a soberania sobre nossos bens naturais.
• Investir em saneamento, infraestrutura e adaptação climática nas periferias.
• Garantir os direitos dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.
• Fortalecer a agroecologia, a reforma agrária e a agricultura familiar.
• Valorizar o trabalho dos catadores e catadoras.


Soberania
Um Brasil para o povo brasileiro
Nosso país precisa decidir seu próprio futuro.
Defendemos:
• Defender a água, a energia, a Amazônia, os minérios e os bens comuns.
• Fortalecer empresas públicas e a produção nacional.
• Incentivar a integração latino-americana.
• Ampliar a participação popular nas decisões estratégicas do país.


Justiça Tributária
Quem ganha mais deve contribuir mais
O povo não pode continuar pagando a conta sozinho.
Defendemos:
• Isenção ou redução do Imposto de Renda para quem ganha menos.
• Tributação dos super-ricos, lucros e dividendos.
• Cobrança maior de impostos sobre atividades que prejudicam a saúde e o meio ambiente.
• Destinar esses recursos para moradia, saúde, educação, transporte e trabalho.


Paz nas Periferias e em toda nossa cidade!
Promover uma cultura de paz nas Periferias, que tenha como eixo central a chegada do estado para além da polícia, garantindo a chegada de políticas públicas de saúde, moradia digna, educação e cultura. Basta de militarização e truculência, se faz necessário uma política de segurança pública desmilitarizada, combatendo a lógica de guerra ao povo das comunidades.
1.Aderir com prioridade uma agenda pelo desencarceramento, que aposte na
ressocialização, nas formas alternativas de responsabilização e adotando uma nova
política de enfrentamento às drogas, entendendo como assunto ligado a saúde e
não ao direito penal.
2.Promover participação comunitária, Fortalecendo organizações locais, lideranças comunitárias, movimentos sociais e iniciativas coletivas dos territórios. Valorizar o protagonismo dos moradores na definição das políticas para seus territórios deve ser princípio em todo governo.
Uma política de paz nas periferias precisa da garantia de direitos e combate às desigualdades sociais.

